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Fernando Diniz, do São Paulo, critica pressa por retorno aos treinos: "Ninguém joga sozinho"


Em entrevista à Rádio CBN, técnico analisa: "Vai tirar vantagem sobre o quê?"

Reportagem de Globo Esporte

Atual técnico do São Paulo, Fernando Diniz criticou a pressa de setores do futebol pelo retorno aos treinos (e até aos jogos) em meio à pandemia do novo coronavírus e a escalada de casos e mortes no Brasil.

Em entrevista à Rádio CBN, o comandante falou sobre o atual cenário e disse que uma união entre os clubes seria necessária – mas é difícil de acontecer.

– Acredito que os clubes deviam se unir nesse momento para voltar todo mundo junto. Não tem muito sentido alguns times quererem voltar de maneira antecipada, para tirar vantagem sobre o quê? Ninguém joga sozinho, todo mundo precisa do outro para jogar – criticou Diniz.

– Isso também reflete um pouco dessa divisão que temos no país, os clubes a todo momento querendo tirar algum tipo de vantagem, e nunca agindo de maneira colegiada. Seria bom para ter um futebol mais forte. É reflexo da maneira como se vive o futebol aqui no Brasil – completou.

Independentemente da data do retorno do futebol, Fernando Diniz disse acreditar que as disputas serão muito diferentes, pelo menos no início:

– Vai modificar, você vê os jogos na Alemanha, totalmente diferente na parte técnica, tática e física, e também na presença de público. Perde muito o sentido. Embora eu ache que se tiver de voltar assim, é o que a gente tem que fazer. Mas não vai ser igual.

Enquanto isso, Diniz e o elenco do São Paulo trabalham à distância, respeitando a quarentena decretada em todo o estado até o fim de maio. O trabalho do técnico, claro, fica mais limitado.

– Desde o início, de quando a gente saiu dois meses atrás, em meados de março, temos tido esse acompanhamento à distância. Tem uma cartilha para seguir, vamos mudando alguns treinamentos. Os jogadores estão se cuidando, estou tentando manter contato com alguns. Por vídeo, a gente não consegue atingir os objetivos que tenho como treinador. Fica muito amarrado nesse sentido, pela maneira como trabalho – contou Diniz.

Foto: Marcos Ribolli