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Cruzeiro tem nove dias para pagar R$ 11,2 milhões na Fifa e evitar nova perda de seis pontos; acordo amigável é improvável


Após dívida com Al Wahda (R$ 5,3 milhões), Raposa tem mais 1,8 milhão de euros para pagar ao Zorya da Ucrânia até 29 de maio, sob risco de perder outros seis pontos

Reportagem de Globo Esporte

As chamas do incêndio financeiro/administrativo que assolam o Cruzeiro nos últimos meses ainda têm grande fôlego. Após a punição da Fifa que retirou seis pontos do clube na Série B, a Raposa tem problema futuro de mesma natureza. O clube precisará pagar R$ 11,2 milhões (1,8 milhão de euros) ao Zorya FC, da Ucrânia, - refente à contratação de Willian Bigode em 2014 - até o próximo dia 29 de maio. Caso contrário, serão menos seis pontos na segunda divisão 2020.

Na última terça-feira, a Fifa enviou ofício para a CBF decretando a imediata punição ao Cruzeiro (perda de seis pontos) por não cumprir prazo de 90 dias para sanar dívida com o Al Wahda (850 mil euros, equivalentes aos R$ 5,3 milhões na cotação atual). A punição não extingue o problema e haverá nova data para a Raposa quitar o débito (prazo de cinco meses aproximadamente), sob risco de ser rebaixada para a Série C. O quadro com o Zorya é bastante similar, com dívida ainda mais antiga do que aquela envolvendo o volante Denilson.

Willian foi contratado pelo Cruzeiro em 2013, por empréstimo de um ano, e depois em acordo definitivo em 2014. O clube envolvido na operação era o Metalist Kharkiv, mas os créditos da dívida passaram para o Zorya. A discussão já foi para o Tribunal Arbitral do Esporte, retomou para os comitês da Fifa e ganhou contornos finais.

GloboEsporte.com apurou com fontes ligadas à dívida entre Cruzeiro e Zorya e há um contato direto entre as partes para solucionar o problema. Uma proposta de parcelamento do 1,8 milhão de euros proposta pela Raposa não foi aceite pelos ucranianos. Além disso, a tendência é que o clube brasileiro tenha que pagar integralmente a situação na Fifa, sem novos descontos ou repactuação.

Fazer um acordo extrajudicial em dívidas na Fifa significa excluir a ação no órgão máximo do futebol. Na visão do Zorya, qualquer pacto ofertado pelo Cruzeiro, por mais vantajoso que possa parecer no papel, teria o risco de não ser cumprido posteriormente e, com isso, o clube ucraniano teria de começar do zero uma nova reclamação na Suíça - "tendo de esperar mais cinco anos", disse uma fonte. O Cruzeiro está ciente dessa situação.

A dívida com o Zorya será o primeiro grande abacaxi que o novo presidente do Cruzeiro, a ser eleito ainda nesta quinta-feira, precisará descascar. Segundo Saulo Fróes, tanto Ronaldo Granata, quanto Sérgio Rodrigues, estão cientes da questão e afirmaram ter condições de sanar o débito. Mas o conselho gestor, segundo ele, ainda busca soluções para a dívida.

- Nós demos conhecimento aos dois candidatos, e ambos parecem que estão engatilhados, não sei se com pessoas que vão ajudar, ou empresas de investimento, eles tem pleno conhecimento, e acredito que vão conseguir resolver. A gente também esta tentando, existem algumas possibilidades que dá pra sair, que não saíram por causa da pandemia, podem sair nesta semana ainda: consórcio de jogadores, financiamento também bem provável que possa sair, às vezes resolve isso e eles nem precisem usar outras armas aí que eles tem - disse a Globo.

Foto: Light Press