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Prévia da inflação oficial desacelera e fica em 0,64% em julho


Apesar da desaceleração, taxa foi a maior para o mês desde 2004. No acumulado em 12 meses, IPCA-15 subiu para 4,53%.

Reportagem de G1

Preço da energia foi o que mais pesou no IPCA-15 de julho, segundo o IBGE, com impacto de 0,25 p.p. no índice do mês. (Foto: Assessoria/Divulgação) Preço da energia foi o que mais pesou no IPCA-15 de julho, segundo o IBGE, com impacto de 0,25 p.p. no índice do mês. (Foto: Assessoria/Divulgação)

Preço da energia foi o que mais pesou no IPCA-15 de julho, segundo o IBGE, com impacto de 0,25 p.p. no índice do mês. (Foto: Assessoria/Divulgação)

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou de 1,11% em junho para 0,64% em julho, divulgou nesta sexta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da desaceleração, essa foi a maior taxa para o mês de julho desde 2004 (0,93%), impactada sobretudo pela alta dos preços de alimentos, transportes e habitação.

No acumulado em 2018, o avanço é de 3%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 acelerou para 4,53%, acima dos 3,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e levemente acima do centro da meta de inflação do Banco Central para o ano, que é de 4,5%. Vale destacar, entretanto, que a referência para o cumprimento da meta é o IPCA do fim do ano.

O IPCA-15 mediu a variação dos preços no período de 14 de junho a 12 de julho.

Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,75% para o indicador.

Variação mensal do IPCA-15
Em %
-0,18-0,180,350,350,110,110,340,340,320,320,350,350,390,390,380,380,10,10,210,210,140,141,111,110,640,64Julho de 2017Agosto de 2017Setembro de 2017Outubro de 2017Novembro de 2017Dezembro de 2017Janeiro de 2018Fevereiro de 2018Março de 2018Abril de 2018maio de 2018junho de 2018julho de 2018-0,2500,250,50,7511,25
Fonte: IBGE

A disparada de preços registrada no mês passado (1,11%) foi a maior variação para um mês de junho desde 1995, e aconteceu na esteira da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país no final de maio, e que provocou o aumento nos preços de alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis.

 

O que mais pesou

 

Apesar da desaceleração de junho para julho, os preços dos grupos Alimentação e bebidas (0,61%), Transportes (0,79%) e Habitação (1,99%) foram os que mais pesaram no período, contribuindo com 0,61 p.p., ou 95% do índice, segundo o IBGE.

Entre as maiores altas entre os alimentos, destaque para o leite longa vida (18,30%), o frango inteiro (6,69%), o frango em pedaços (4,11%), o arroz (3,15%), o pão francês (2,58%) e a carne (1,10%). Já alimentação fora ficou 0,38% mais cara em julho.

No grupo Transportes, a alta foi puxada pelo item passagem aérea (45,05%) e pelas passagens de ônibus interestadual (4,6%). Por outro lado, houve de 0,57% nos combustíveis, por conta da redução nos preços médios do óleo diesel (-6,29%), do etanol (-0,78%) e da gasolina (-0,37%).

No grupo Habitação, o que mais pesou na inflação foi o item energia elétrica (6,77%) – maior impacto individual no índice do mês, 0,25 p.p., em razão de reajustes ocorridos nas tarifas em parte do país. Destaque também para o gás de botijão, que ficou em média 1,36% mais caro.

Veja as variações dos grupos pesquisados:

 

  • Alimentação e Bebidas: 0,61%
  • Habitação: 1,99%
  • Transportes: 0,79%
  • Artigos de Residência: 0,36%
  • Vestuário: -0,14%
  • Saúde e Cuidados Pessoais: -0,08%
  • Despesas Pessoais: 0,34%
  • Educação: -0,06%
  • Comunicação: 0,05%

 

   
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Meta de inflação

 

Após greve dos caminhoneiros, o mercado tem elevado as expectativas de inflação e baixado as previsões de alta do PIB para este ano. A previsão dos analistas aponta para uma inflação de 4,15% em 2018, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Ainda assim, o percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 1,53% para 1,50% na semana passada. Antes da greve dos caminhoneiros, a estimativa de crescimento ainda estava ao redor de 2,5%.

 

Metodologia

 

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de junho a 12 de julho e comparados com aqueles vigentes de 16 de maio a 13 de junho de 2018 . O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.